Qual alimentação você utiliza na sua criação?

A alimentação é o maior custo dentro de qualquer sistema de produção animal.
Segundo dados técnicos da Embrapa, ela pode representar entre 60% e 75% do custo total da atividade, dependendo da espécie e do modelo produtivo.

Mas existe uma pergunta que poucos produtores fazem:

Você está escolhendo a alimentação mais adequada para o seu sistema… ou apenas repetindo o que sempre foi feito?

No campo, basicamente existem dois caminhos:

🔹 Sistema baseado em recursos naturais
🔹 Sistema baseado em ração formulada e suplementação intensiva

Ambos funcionam.
O que muda é o custo, o manejo e o retorno.


Na bovinocultura, sistemas a pasto com braquiária, mombaça e silagem própria são a base da produção extensiva no Brasil.

De acordo com a Embrapa Gado de Corte, pastagens bem manejadas podem sustentar bom desempenho produtivo com menor investimento direto.

Já em sistemas mais intensivos, o uso de milho moído, farelo de soja e núcleo mineral aumenta a densidade energética da dieta, elevando ganho de peso e produtividade por área.


Em sistemas mais simples, produtores utilizam milho grão, mandioca, hortaliças e resíduos agrícolas, reduzindo custos, mas com variação no desempenho.

A Embrapa Suínos e Aves destaca que dietas formuladas com milho moído, farelo de soja e núcleo vitamínico-mineral garantem melhor conversão alimentar e crescimento mais uniforme.


Criações com pastoreio, insetos e restos vegetais caracterizam sistemas alternativos, com menor custo, porém produção variável.

Já sistemas comerciais utilizam milho moído, farelo de soja e suplementação de cálcio, garantindo maior postura ou ganho de peso.


Alimentações com palma forrageira, pasto nativo e feno são comuns em regiões semiáridas, com boa rusticidade.

Sistemas intensificados utilizam milho, farelo de soja e mistura mineral, elevando produtividade e desempenho reprodutivo.


A produção pode se basear em fitoplâncton e zooplâncton naturais do viveiro, reduzindo custos iniciais.

Entretanto, a Embrapa Pesca e Aquicultura aponta que o uso de ração com 28–32% de proteína (base milho e soja) acelera crescimento e padroniza lotes.


A produção natural depende de néctar e pólen da flora nativa, sendo altamente influenciada pela sazonalidade.

Em períodos de escassez, pode-se utilizar xarope de açúcar e suplemento proteico, mantendo a colmeia ativa.


Não existe resposta única.

O melhor sistema é aquele que:

✔ Se adapta à sua região
✔ Está alinhado ao seu orçamento
✔ Garante equilíbrio entre custo e retorno
✔ Mantém bem-estar animal

O erro não está em usar pasto.
O erro não está em usar ração.

O erro está em não planejar.


Se você quer entender como estruturar corretamente cada sistema produtivo, conhecer fundamentos de manejo, nutrição e sanidade animal, continue acompanhando os conteúdos da Educa Agro EAD.

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