Introdução
Setembro marca o inĆcio da primavera no Brasil, uma Ć©poca de transição importante para a agricultura. As temperaturas comeƧam a se elevar gradualmente, os dias ficam mais longos e a luminosidade aumenta, criando condiƧƵes ideais para o cultivo de diversas hortaliƧas.
Neste artigo, vamos mostrar quais são as culturas mais indicadas para serem plantadas em setembro, com base em recomendações da Embrapa e em prÔticas consagradas no campo.
1. A importância do calendÔrio de plantio
- O planejamento do plantio garante maior aproveitamento do solo e do clima.
- Cada cultura tem necessidades especĆficas de temperatura, luz e umidade.
- Seguir o calendĆ”rio agrĆcola ajuda a reduzir riscos de perda e aumenta as chances de uma colheita de qualidade.
- Segundo a Embrapa HortaliƧas, a escolha da Ʃpoca correta de semeadura pode aumentar em atƩ 30% a produtividade de algumas espƩcies.
2. HortaliƧas indicadas para setembro
Com a chegada da primavera, Ć© possĆvel diversificar os cultivos e garantir uma produção rĆ”pida e lucrativa. Confira alguns exemplos de espĆ©cies que apresentam bom desempenho neste mĆŖs:
- Abobrinha (45 a 60 dias): Desenvolve-se bem em solos fƩrteis e bem drenados. Seu ciclo rƔpido garante colheitas em poucas semanas, ideal para quem busca retorno Ɣgil.
- Agrião (60 a 70 dias): Planta de clima ameno, muito valorizada no mercado local. Pode ser cultivada em canteiros úmidos e também em sistemas hidropÓnicos.
- Alface (50 a 70 dias): Uma das hortaliƧas mais populares do Brasil. Prefere temperaturas entre 15 e 25 °C, comuns no inĆcio da primavera.
- Beterraba (60 a 70 dias): Cresce bem em solos leves e férteis. Fonte de ferro e vitaminas, tem boa aceitação no mercado.
- Cenoura (90 a 110 dias): Ideal para climas mais amenos, forma raĆzes uniformes quando cultivada em solos arenosos ou franco-arenosos bem preparados.
- Coentro (50 a 60 dias): Muito consumido no Brasil, especialmente no Nordeste. Tem rƔpido ciclo e pode ser colhido em menos de 2 meses.
- Espinafre (60 a 80 dias): HortaliƧa rica em ferro e vitaminas, adaptada ao clima de primavera, com boa produtividade em solos fƩrteis.
- Pepino (45 a 60 dias): Exige boa irrigação e clima quente, indicado para consumo in natura e conserva.
- Tomate (100 a 120 dias): Embora tenha ciclo mais longo, setembro Ʃ ideal para iniciar o plantio devido ao aumento da luminosidade e clima favorƔvel.

3. Dicas prƔticas de manejo
- Prepare o solo com adubação orgânica e correção do pH entre 6 e 6,5, conforme indicado pela Embrapa Solos.
- Faça rotação de culturas para melhorar a fertilidade e reduzir pragas.
- Utilize irrigação controlada, evitando excesso de umidade que pode favorecer doenças.
- Invista em sementes de qualidade e variedades adaptadas à sua região.
4. Exemplos de aplicação no campo
- Produtores familiares: podem aproveitar abobrinha, alface e coentro para geração de renda rÔpida em feiras locais.
- Pequenos e médios produtores: conseguem diversificar a produção com tomate e pepino, atendendo mercados de hortifrúti.
- Grandes propriedades: podem planejar Ɣreas maiores com cenoura, beterraba e tomate, aproveitando a alta demanda de redes varejistas.
5. BenefĆcios de plantar no perĆodo de setembro
- Melhor aproveitamento das condiƧƵes climƔticas da primavera.
- Colheitas mais rƔpidas, garantindo fluxo de caixa.
- Maior oferta de alimentos frescos e saudÔveis para consumo e comercialização.
- Redução de riscos de perdas por geadas tardias.
Conclusão
O mês de setembro é um dos momentos mais estratégicos para quem deseja aumentar a produção de hortaliças com qualidade e rapidez. A escolha correta das espécies, aliada ao manejo adequado do solo, irrigação eficiente e rotação de culturas, pode transformar sua horta ou propriedade rural em uma fonte constante de produtividade e renda.
ReferĆŖncias
- EMBRAPA HortaliƧas ā CalendĆ”rio de Plantio de HortaliƧas.
- EMBRAPA Solos ā RecomendaƧƵes para correção de acidez e manejo de fertilidade.
- CEPEA/ESALQ-USP ā Indicadores de preƧos agrĆcolas.
- MAPA ā MinistĆ©rio da Agricultura, PecuĆ”ria e Abastecimento ā Zoneamento AgrĆcola de Risco ClimĆ”tico.






