Produtividade leiteira: como genética, manejo e nutrição impactam os resultados diários

A produtividade de vacas leiteiras está diretamente relacionada a três pilares fundamentais: genética, nutrição e conforto animal. Quando esses fatores são corretamente manejados, o potencial produtivo de cada raça pode ser expressivo e economicamente viável.

Em condições ideais de criação — que incluem ambiência adequada, dieta balanceada, manejo sanitário eficiente e bem-estar — diferentes raças apresentam desempenhos distintos, o que reforça a importância da escolha correta conforme o sistema produtivo adotado.

  • Holandês: aproximadamente 25 kg de leite/dia, destacando-se pela alta produção volumétrica, exigindo manejo nutricional e ambiental mais intensivo.
  • Jersey: cerca de 15 kg de leite/dia, com menor volume, porém maior teor de sólidos, ideal para sistemas voltados à qualidade do leite.
  • Gir Leiteiro: média de 13 kg de leite/dia, raça zebuína altamente adaptada a climas tropicais, com boa rusticidade e resistência.
  • Girolando: aproximadamente 17 kg de leite/dia, resultado do cruzamento entre Holandês e Gir, combinando produtividade e adaptação ao ambiente brasileiro.

É importante destacar que a genética define o potencial, mas o manejo determina o resultado real. Falhas na nutrição, estresse térmico, problemas sanitários ou instalações inadequadas reduzem drasticamente a produtividade, independentemente da raça escolhida.

Por isso, compreender aspectos como:

  • formulação de dietas,
  • manejo da ordenha,
  • conforto térmico,
  • sanidade do rebanho,
  • e planejamento produtivo

é essencial para transformar potencial genético em resultado econômico no campo.

A profissionalização da bovinocultura leiteira é o caminho para reduzir erros, melhorar índices produtivos e aumentar a rentabilidade da atividade. Com conhecimento técnico aplicado, o produtor passa a tomar decisões baseadas em dados, e não apenas na experiência empírica.

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